segunda-feira, 16 de março de 2015

Vitalius wacketi (Mello-Leitão 1923)



Distribuiçâo: Brasil, Floresta  latifoliada tropical (Mata atlantica original) da serra do mar, regiôes costeiras e algumas ilhas.
se estendendo do sul do Rio de Janeiro a Santa Catarina.

Espécie pouco conhecida entre criadores, e que é confundida com outra especie lá fora (Pamphobeteus sp.), 

A Vitalius wacketi habita áreas próximo a riachos e cachoeiras podendo ser encontradas também em costões rochosos no litoral .
                                 
                                  Pode se alimentar de insetos pequenos roedores e anfibios.

                                      Me impressionei com o tamanho do macho, sendo o maior do genero que eu                                                   vi pessoalmente passando dos 17cm

Em cativeiro é um animal tranquilo, adquiri meu primeiro exemplar em 2013, uma femea jovem, pouco defensiva.
por se tratar de uma especie da mata atlantica, esta habituada a uma umidade alta e temperaturas variando entre 25.ºc e 29.ºc.
Bastante vegetaçao algumas pedras e serrapilheira configuram um terrario ideal.


Indico para leitura e mais conhecimento da especie o artigo.

  Revision, cladistic analisys, and zoogeography of Vitalius, Nhandu and Proshapalopus, with notes of other theraphosine genera.  (Rogerio Bertani 2001)

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Especiação





Especiação simpátrica

É a divergência genética de várias populações (de uma espécie parental única) que habitam a mesma região geográfica, de modo a que essas populações se tornam espécies diferentes. Etimologicamente, simpatria deriva da raiz sim - (querendo dizer mesmo, parecido, similar ou semelhante) e -patria (significando pátria ou terra-mãe).
Simpatria é um dos quatro modelos teóricos para o fenómeno de especiação. Ao contrário da alopatria, populações que sofrem especiação simpátrica não estão geograficamente isoladas (por exemplo, por uma montanha ou um rio).
Debatido desde o princípio da popularização do pensamento evolutivo, a especiação simpátrica é ainda um ponto altamente contencioso. A partir de 1980, esta teoria estava grandemente desfavorecida devido à ausência de evidências empíricas disponíveis, e, mais crítico ainda, às condições que os cientistas julgavam ser necessárias para este tipo de especiação acontecer. Ernst Mayr, um dos mais proeminentes biólogos evolutivos, rejeitou completamente a simpatria como um todo, introduzindo um clima de hostilidade contra a teoria. Desde a década de 1980, uma visão mais progressiva tem sido adotada. Embora ainda debatível, evidências empíricas documentadas existem agora, seguido do desenvolvimento de teorias sofisticadas incorporando dados genéticos de múltiplos loci.
Vários modelos têm sido propostos para dar conta deste modo de especiação. O mais popular, que invoca o modelo de seleção disruptiva, foi proposta inicialmente por John Maynard Smith em 1962. Maynard Smith sugeriu que indivíduos homozigóticos podem, sob condições ambientais particulares, ter uma maior aptidão do que aqueles com alelos heterozigóticos para determinada característica. Sob o mecanismo de seleção natural, por consequência, a homozigotia seria favorecida em relação à heterozigotia, levando eventualmente à especiação. Divergência simpátrica também pode resultar de conflito sexual.
Perturbações deste tipo também podem ocorrer em características multi-génicas. Os tentilhões da espécie Geospiza fortis estão a mostrar divergência no seu pool genético na Ilha de Santa Cruz. A morfologia do bico conforma-se com a existência de dois tamanhos ideais diferentes, enquanto que indivíduos com tamanhos de bico intermédio são selecionados desfavorávelmente. Algumas características (por vezes chamadas características mágicas), tais como a forma do bico podem levar à especiação porque afectam os sinais de acasalamento. Neste caso, diferentes fenótipos do bico podem resultar em chamamentos diferentes, formando uma barreira às trocas entre pools genéticos.
Rhagoletis pomonella, a larva da maçã, pode estar actualmente a sofrer especiação simpátrica, ou, mais precisamente, heteropátrica. A variedade que se alimenta de maçãs parece ter aparecido espontaneamente, a partir de uma outra variedade que se alimentava de Crataegus, entre 1800-1850 , depois das maçãs terem sido introduzidas pela primeira vez na América do Norte. Hoje em dia, a variedade que se alimenta de maçãs não se alimenta normalmente de Crataegus e a que se alimenta de Crataegus não se alimenta normalmente de maçãs. Isto pode se um passo preliminar para a emergência de uma espécie nova.
Alocronia oferece alguma evidência empírica que a especiação simpátrica teve lugar, pois há muitos exemplos de espécies alocrónicas que divergiram recentemente (Espécies irmãs).
Eventos de especiação simpátrica são muito comuns em plantas, porque é normal elas desenvolverem conjuntos múltiplos de cromossomas homólogos, resultando em poliploidia. Descendentes poliplóides ocupam o mesmo ambiente que as plantas parentais (daí a simpatria), mas estão reprodutivamente isoladas.
Um exemplo raro de espécies simpátricas em animais é a divergência de Orcas residentes e migradoras no nordeste do Oceano Pacífico. As orcas residentes e migradoras habitam as mesmas águas, mas evitam-se umas às outras e não se cruzam. As duas formas caçam presas diferentes e têm dietas, comportamento vocal e estruturas sociais diferentes.

Especiação alopátrica
                                                                   (A palavra deriva do grego allos, "outro" + patrã, pátria)
Também conhecida como especiação geográfica, é o fenômeno que acontece quando grandes populações biológicas ficam fisicamente isoladas por uma barreira externa e evolve isolamento reprodutivo interno (genético), de tal modo que depois da barreira desaparecer, indivíduos das populações já não se poderem cruzar. Quando existe o livre fluxo gênico entre as populações de uma espécie a coesão genética da espécie é mantida. Com o aparecimento de barreiras geográficas como o surgimento de um rio, aumento da densidade arbórea de uma floresta ou formação de uma cadeia de montanhas, o fluxo gênico entre duas subpopulações é interrompido e as mudanças adquiridas por mutações, recombinações e seleção podem se acumular diferentemente entre as subpopulações levando ao isolamento reprodutivo e a especiação. O isolamento reprodutivo evolui, portanto como subproduto da divergência entre populações geograficamente afastadas .
Biólogos evolutivos concordam que a alopatria é a forma mais comum de especiação . Em contraste, a freqüência dos outros tipos de especiação, tal com especiação simpátrica, especiação parapátrica e especiação peripátrica, é ainda debatida.A especiação alopátrica é fortemente suportada pela “lei da distribuição”, na qual: para uma dada espécie de uma região, a espécie mais próxima relacionada a ela tem baixa probabilidade de ser encontrada na mesma região ou em regiões muito distantes, mas existe uma alta probabilidade de ser encontrada em alguma região próxima separada da primeira por algum tipo de barreira. 

Especiação peripátrica 

É um modo de especiação, a formação de novas espécies através de evolução. Neste modo, as espécies novas são formadas em populações periféricas isoladas; este modo é semelhante à especiação alopátrica na medida em que as populações estão isoladas e por isso não há transferência de genes. No entanto, a especiação peripátrica, ao invés da especiação alopátrica, propõe que uma das populações seja muito menor do que a outra.

Especiação parapátrica

 É uma forma de especiação que ocorre em uma área geográfica contínua na qual as espécies divergentes apresentam distribuições adjacentes. Não há nenhuma barreira externa ao fluxo gênico, no entanto os acasalamentos não são completamente aleatórios.  Este modelo difere da especiação alopátrica no que se refere a distribuição geográfica da espécie parental já que a alopatria requer subpopulações geograficamente isoladas. Nichos neste habitat podem estar diferenciados ao longo de um gradiente ambiental, impedindo fluxo gênico, e criando assim um cline.
Um exemplo deste tipo de especiação é a erva Anthoxanthum, que se sabe que sofreu especiação parapátrica em áreas onde ocorreu contaminação por metais a partir de minas. Isto cria uma pressão seletiva para a tolerância a metais. Há seleção contra os híbridos dessas populações, o que pode ter favorecido a autopolinização. Além disso, elas apresentam tempos de floração distintos o que funciona como uma barreira reprodutiva. Sugere-se que essa diferença entre tempos de floração tenha sido favorecida pela seleção natural devido a menor aptidão dos híbridos. Esse tipo de mecanismo é denominado reforço do isolamento reprodutivo.






quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Butantan descobre 17 novas espécies de aranha no Brasil

Os animais foram batizados em homenagem ao filme "O Predador". Uma das espécies recebeu o nome de 'Predatoroonops schwarzeneggeri', em alusão ao protagonista Arnold Schwarzenegger

O Instituto Butantan divulgou nesta quinta-feira (9) a identificação de 17 novas espécies de aranhas. A descoberta, coordenada pelo Laboratório Especial de Coleções Zoológicas do órgão paulista, foi resultado de seis anos de pesquisas na Mata Atlântica brasileira. Os animais, que medem entre 1,8 e 2,1 milímetros, têm cabeça diferente das outras aranhas e face cheia de protuberâncias.


As 17 novas espécies pertencem ao mesmo gênero, o Predatoroonops. O nome é uma homenagem aos 25 anos do filme “O Predador”, do diretor John McTiernan. As espécies possuem a morfologia frontal da carapaça semelhante à cabeça do monstro da ficção. A aranha da foto acima, por exemplo, foi chamada de Predatoroonops schwarzeneggeri, em alusão ao ator Arnold Schwarzenegger, protagonista do filme.
“Essa descoberta é fundamental para o aumento da diversidade da fauna local e mundial, além do estudo dos venenos e da biologia dos animais”, diz o biólogo Antonio Brescovit, que participou do estudo.
Com investimento de mais de US$ 3 milhões, o projeto visa agora descobrir todas as espécies da família Oonopidae ainda desconhecidas. O PBI Oonopidae - nome dado ao trabalho - já descreveu 1.016 aranhas desta família. Os pesquisadores acreditam que existem mais de 3.000 espécies pertencentes a Oonopidae espalhadas pela Mata Atlântica, além de em várias partes do mundo que possuem vegetação semelhante.


 Fonte: Epoca

terça-feira, 31 de julho de 2012

Aranha emite luz para atrair insetos


Desde 1954 se sabe que diversas espécies de aranhas são fluorescentes: elas emitem luz, mais ou menos como os vagalumes. A diferença é que os vagalumes usam energia química do própio corpo para brilhar, e as aranhas obtêm sua energia absorvendo radiação ultravioleta do sol. Em seguida, a radiação é reemitida pelo aracnídeo na forma de uma luz azul muito fraca, geralmente invisível aos olhos humanos. Tanto que, até agora, os cientistas viam o brilho azul como um acidente: algo que acontecia no corpo da aranha, sem ter nenhuma utilidade para ela. Mas dois pesquisadores da Universidade de Campinas (Unicamp) acham que mataram a charada. “A fluorescência das aranhas é um mecanismo para enganar suas presas, os insetos que visitam flores”, diz o zoólogo João Vasconcelos, coordenador da pesquisa que levou à descoberta. As vítimas são algumas moscas que comem néctar, as borboletas e as vespas (as abelhas não se deixam iludir com facilidade).
Os olhos desses insetos estão entre os mais evoluídos nessa classe de animais. Eles captam três tipos de colorações básicas: ultravioleta, azul e amarelo. Assim, fascinados pela luz das aranhas fluorescentes, se aproximam delas sem perceber o perigo. A mais evoluída caçadora de insetos é a espécie Epicadus heterogaster, mais conhecida como aranha-caranguejo ou aranha-flor.

                                          
Essa espécie foi submetida a um banho de raios laser ultravioleta para aumentar a intensidade da luz azul emitida. Foi possível, então, fazer uma análise detalhada do fenômeno, explica Ramires. “A luz ficou tão forte que iluminou todo o laboratório”. Ramires e Vasconcelos passaram cinco anos tentando decifrar os segredos dessa aranha, que ocupa diversas regiões da América do Sul. Foi estudada na Serra do Japi, em Jundiaí, SP, na Mata de Santa Genebra, em Campinas, SP, e na Ilha do Cardoso, no litoral sul paulista. Dura em média dois anos e mede 2,5 centímetros de comprimento. Todo o seu comportamento mostra que sua luz é uma isca. Ela tem forma, cor e jeito de flor (seu corpo se move e imita o balanço causado pelo vento).
A aranha-flor foi descrita pela primeira vez em 1931. Pensava-se que existiam três espécies diferentes: uma branca, uma amarela e uma lilás. “Em 1991 descobrimos que não havia diferença. É a mesma aranha, que muda de coloração conforme a flor onde está caçando”, afirma Vasconcelos. O próximo erro foi achar que a aranha mudava de cor para enganar suas vítimas. A verdade é o oposto: ela faz isso para não se tornar vítima de seus próprios predadores, os pássaros. Confundida com as flores, a aranha engana os pássaros.

Fonte: Super

Espécies invasoras



Erro - Introduzir animais ou vegetais típicos de um lugar em outra região.

Quem - Colonizadores, criadores, agricultores e pessoas comuns.

Quando - Desde os tempos das grandes navegações.

Consequências - Sem predadores naturais, as espécies introduzidas muitas vezes viram pragas e ameaçam o equilíbrio ecológico em seu novo endereço. 

Um simples casal de passarinhos capturado num lugar e libertado em outro pode significar um grande problema ecológico. Segundo a engenheira florestal Silvia Renate Ziller, diretora-executiva do Instituto Horus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental, espécies invasoras são hoje a segunda maior ameaça mundial à biodiversidade, atrás apenas da destruição provocada pelo homem.

Não existe uma estimativa global do número de espécies invasoras espalhadas pelo mundo, mas sabe-se que elas são milhares. Parte delas foi introduzida de forma intencional. E um dos casos considerados mais preocupantes é o do caranguejo-rei (Paralithodes camtschaticus).

As águas geladas da península de Kamchatka, no extremo leste da Rússia, são o hábitat natural desse verdadeiro monstro marinho. A espécie chega a pesar 12 quilos e pode medir 1,5 metro da ponta de uma pata à outra - mais de 30 vezes o tamanho de um siri. A carapaça vermelha e as enormes pinças o tornam um guerreiro quase invencível, encarado apenas por espécies como o halibute (um parente do linguado) e outros peixes grandalhões.

Exército vermelho 




Nos anos 60, cientistas soviéticos introduziram alguns caranguejos-rei no mar de Barents, perto da Noruega, para que servissem de alimento aos habitantes que colonizavam a região. Funcionou: os crustáceos se adaptaram ao novo endereço e viraram uma fonte de proteína e renda para os aldeões. Mas os cientistas soviéticos não imaginavam o problema ambiental que aquilo iria gerar no futuro.

Sem predadores na fase adulta, os caranguejos se espalharam sem controle. Nos anos 70, já tinham chegado à Dinamarca e à Alemanha. Hoje, estima-se que haja 20 milhões se acotovelando nos mares do norte. Vorazes, eles dizimam as ovas dos peixes (principalmente bacalhau), consomem as algas e aniquilam populações inteiras de moluscos, estrelas-do-mar e ouriços. De quebra, ainda destroçam as redes dos pescadores.

A Noruega ficou décadas sem tomar providências. Primeiro, porque a carne desses crustáceos passou a ser muito apreciada em toda a Escandinávia. Depois, porque os bichões se tornaram um bom produto de exportação. O problema é que eles viraram uma praga que as autoridades simplesmente não sabem como deter. Ambientalistas temem que esse "exército vermelho" continue sua marcha rumo às águas mais quentes dos mares do sul, pondo em risco também a vida marinha do Mediterrâneo

                                                            Extinção em massa

De acordo com o secretariado da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), firmada por 175 países durante a Eco-92, no Rio de Janeiro, espécies invasoras contribuíram para a extinção de 39% dos animais que desapareceram por causas conhecidas desde o século 17. No Brasil, há cerca de 350 espécies alienígenas atualmente. Em Galápagos, mais de mil. Considerando-se que até 20% delas são consideradas pragas pela comunidade científica, dá para ter uma ideia do problema que elas representam.

Estranhos no ninho Conheça outras 4 espécies invasoras que tiram o sono ambientalistas e agricultores do Brasil até a Austrália  
                                                                             Tojo 



O que é: um arbusto de flores amarelas e coberto de espinhos.
Invasão: nativa da Europa, essa espécie vegetal foi trazida ao Brasil pelos colonizadores portugueses para ser usada como cerca viva. Sua disseminação acabou saindo de controle.
Estrago: o tojo deixa o solo ácido, o que inibe o crescimento das espécies nativas e inutiliza a área para agricultura e pastoreio. Por ser muito denso e seco, ele aumenta o risco de incêndios. Ironicamente, o fogo estimula a germinação de suas sementes. Muitos tocam fogo no tojo tentando destruí-lo, o que só agrava o problema.

                                                                 Caramujo africano 
 

O que é: trata-se de um caracol gigante que chega a pesar 500 g.

Invasão: nos anos 80, foi introduzido no Brasil como alternativa ao escargot. Sua criação não deu o retorno esperado. E os criadores libertaram os animais que mantinham em cativeiro.

Estragos: o caramujo africano ataca plantações (o que ameaça a subsistência de pequenos agricultores) e restringe a oferta de alimento para várias espécies animais nativas. Além disso, sua proliferação descontrolada representa um sério risco à saúde pública, pois ele é vetor de doenças graves como a meningite.

                                                                   Peixe-leão 

O que é: uma espécie voraz e resistente nativa do Indo-Pacífico.

Invasão: pode ter chegado ao Atlântico pegando carona do tanque de lastro dos navios. Outra hipótese é a de que alguns espécimes tenham escapado de um aquário na Flórida em 1992, durante a passagem do furacão Andrew.

Estragos: por não ter predadores naturais, o peixe-leão está dizimando várias espécies nativas no Caribe. Suas espinhas produzem uma toxina capaz de matar outros animais e provocar dor intensa em humanos. Acredita-se que sua chegada ao litoral brasileiro seja apenas uma questão de tempo.

   Coelho australiano 

 
                                                                  
O que é: híbrido do coelho europeu com o coelho doméstico da Austrália.

Invasão: em 1859, o caçador Thomas Austin levou 24 coelhos europeus selvagens da Inglaterra para sua fazenda na Austrália. Cruzou-os com coelhos domésticos e manteve os bichos num curral. Mas vários exemplares fugiram e se multiplicaram pela ilha.

Estragos: superresistentes e comilões, os coelhos híbridos extinguem pastos inteiros na Austrália, gerando enormes perdas aos agricultores. O governo já tentou de tudo para exterminá-los. Hoje, somam aproximadamente 300 milhões.

 Fonte: Super interessante

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Uroplatus fimbriatus

A lagartixa gigante Folha-atados (Uroplatus fimbriatus) é endêmica de Madagascar e nas ilhas Nosy Mangabe Nosy e Bohara. Essas lagartixas vivem em florestas tropicais e atingem um comprimento total de 330mm. Têm hábitos noturnos e durante o dia, fixam-se em troncos de árvores, de cabeça para baixo. Quando perturbado levantará a cauda e a cabeça, abrirá sua boca e gritará.

 Etimologia

O nome genérico, Uroplatus, é uma latinização de duas palavras gregas: "Oura" (οὐρά) "cauda" significado e "platys" significado (πλατύς) "fino". Seu nome específico fimbriatus vem da palavra latina para "franjas", baseado na aparência exclusiva da lagartixa de pele franjada.

 
Ameaças

A destruição do habitat e do desmatamento em Madagascar é a principal ameaça para o futuro desse animal, bem como de coleta para o comércio de animais. O Fundo Mundial para a Natureza (WWF) lista todas as espécies de Uroplatus no seu "Top 10 mais procurados lista de espécies" de animais ameaçados pelo comércio ilegal de animais silvestres, por serem capturados e vendidos em taxas alarmantes para o comércio de animais internacional ". É um animal protegido pela CITES Apêndice 2
  

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Como funciona o mimetismo

Na natureza, todas as vantagens aumentam as chances de sobrevivência de um animal, e por conseguinte, suas chances de reprodução. Este simples fato tem causado a evolução de espécies de animais para um número de adaptações especiais que os ajudam a encontrar comida e evitar que eles sejam comidos. Uma das mais amplas e variadas adaptações é a camuflagem natural, a habilidade de um animal esconder-se de predador ou presa.



Foto cedida por David Parks
Paradoxophyla palmata, uma rã de cabeça-estreita nativa de Madagascar. O colorido marrom e amarelo da rã, assim como sua textura áspera, permite que ela passe desapercebida com a lama e os troncos de árvores em seu meio ambiente.

Neste artigo, veremos como os animais misturam-se ao meio em que vivem e passam despercebidos em seu meio ambiente. Veremos alguns animais que se escondem e que podem trocar sua camuflagem de acordo com as mudanças no seu meio ambiente. Além destas especialidades de se esconder, veremos alguns animais que não se escondem nem um pouco, mas expulsam predadores disfarçando-se de algo perigoso ou desinteressante.

Cores ocultas

A maioria das espécies animais no mundo desenvolveu algum tipo de camuflagem natural que os ajuda a encontrar comida ou evitar ataque. A natureza específica desta camuflagem varia consideravelmente de espécie para espécie.

Foto cedida por Carl Roessler
Um peixe falcão xadrez, fotografado na costa de Papua Nova Guiné - a coloração atraente dos peixes permite que eles se misturem com estes brilhantes corais gorgonianos

Há vários fatores que determinam que tipo de camuflagem uma espécie desenvolve:
  • a camuflagem desenvolve-se diferentemente dependendo da fisiologia e comportamento de um animal. Por exemplo, um animal com pêlo desenvolverá um diferente tipo de camuflagem de um animal com escamas, e um animal que nada em grandes cardumes desenvolverá uma camuflagem diferente de um outro animal que vive sozinho em árvores;
  • o meio ambiente de um animal é freqüentemente o fator mais importante com o qual a camuflagem se parece. A camuflagem mais simples é aquela que combina o animal com o fundo de seu meio ambiente. Neste caso, os vários elementos do habitat natural podem ser usados como modelo para a camuflagem;
  • como o objetivo final da camuflagem é esconder o animal de outros, a fisiologia e o comportamento de seus predadores ou de suas presas é altamente significante. Um animal não desenvolverá nenhuma camuflagem que não o ajude a sobreviver, então nem todos os animais misturam-se em seu meio ambiente da mesma maneira. Por exemplo, não há sentido em um animal replicar a cor de seu meio ambiente se o seu principal predador for insensível às cores. 

    Para a maioria dos animais, "misturar-se" é a camulfagem mais efetiva. Você pode ver este tipo de camuflagem em todos os lugares. Veados, esquilos, porcos-espinhos e muitos outros animais têm cor castanha, cores "tom de terra" que combinam com o marrom das árvores e do solo em uma floresta. Tubarões, golfinhos e muitas outras criaturas do mar têm uma cor cinza-azulada, que os ajuda a misturarem-se com a luz suave da água.


  • Foto cedida por David Parks
    Um sapo oculto - esta espécie desenvolveu uma cor, textura e forma que são similares às folhas encontradas em seu meio ambiente

    Há duas maneiras pelas quais os animais produzem cores diferentes.

  • Biocromos, são pigmentos naturais microscópicos presentes no corpo de um animal que produzem cores quimicamente. Sua maquiagem química é tanta que eles absorvem algumas cores da luz e refletem outras. A cor aparente de um pigmento é a combinação de todas as comprimentos de onda de luz visíveis que são refletidas por esse pigmento.
  • Os animais podem também produzir cores através de estruturas físicas microscópicas. Estas estruturas agem como prismas, refletindo e espalhando luz visível. Dessa maneira, uma certa combinação de cores é refletida. Os ursos polares, por exemplo, realmente têm a pele preta, mas parecem brancos por terem pêlos translúcidos. Quando a luz brilha em seus pêlos, cada pêlo desvia ligeiramente a luz. Isto rebate a luz ao redor, fazendo então com que parte dela incida sobre a superfície da pele do urso polar e o resto da luz seja refletida produzindo a coloração branca. Em alguns animais, os dois tipos de coloração são combinadas. Por exemplo, répteis, anfíbios e peixes com coloração verde normalmente têm uma camada de pele com pigmento amarelo e uma camada de pele que espalha a luz para refletir uma cor azul. Combinadas, estas camadas de pele produzem o verde.
As colorações físicas e químicas são determinadas geneticamente; elas são transmitidas de pais para filhos. Uma espécie desenvolve a coloração da camuflagem gradualmente, através do processo de seleção natural. Na selva, um animal peculiar que combina melhor suas cores com as do meio em que vive está mais apto a passar desapercebido pelos predadores, e então vive mais. Conseqüentemente, o animal que combina com seu meio ambiente está mais apto a procriar que um animal que não combina. A cria de um animal que se camufla provavelmente herdará a mesma coloração, e eles também viverão o bastante para passá-la para frente. Desta maneira, a espécie como um todo desenvolve coloração ideal para a sobrevivência em seu meio ambiente.
As maneiras de coloração dependem da fisiologia de um animal. Na maioria dos mamíferos, a coloração da camuflagem está nos pêlos, já que esta é a camada mais externa do corpo. Nos répteis, anfíbios e peixes, está nas escamas; nos pássaros está nas penas; e nos insetos é parte do exoesqueleto. A própria estrutura da cobertura externa pode também evoluir para criar uma camuflagem melhor. Em esquilos, por exemplo, o pêlo é bastante áspero e irregular, então ele lembra a textura de casca de árvore. Muitos insetos têm uma carapaça que imita a textura macia das folhas.
Coloração de camuflagem é muito comum na natureza - você a vê em algum grau na maioria das espécies. Mas não é muito comum para um animal ser capaz de mudar sua coloração para combinar com um meio ambiente em mudança. Na próxima seção, veremos alguns dos animais que usam este tipo de camuflagem adaptativa.           
  • Mudança de cor

    Na última seção, vimos que a forma mais básica de camuflagem é a coloração que combina com o meio ambiente de um animal. Porém, o meio ambiente de um animal pode mudar de tempos em tempos. Muitos animais desenvolveram adaptações especiais que os permitem mudar sua coloração de acordo com a mudança em seu meio ambiente. Uma das maiores mudanças no meio ambiente de um animal ocorre na troca de estações. Na primavera e verão, o habitat de um mamífero pode estar cheio de verde e marrom, enquanto no outono e inverno tudo pode ser coberto de neve. Enquanto a coloração marrom é perfeita para um meio ambiente amadeirado de verão, pode tornar o animal um alvo fácil contra um fundo branco. Muitos pássaros e mamíferos lidam com isto produzindo diferentes cores de pêlo ou pena dependendo da época do ano. Na maioria dos casos, tanto a mudança da luz do dia ou a mudança na temperatura desencadeiam uma reação hormonal no animal, o que causa a produção de diferentes biocromos.


    Reproduzido com a permissão do Ministro do Trabalho Público e Serviços Governamentais do Canadá, 2001
    Como mudam as estações, a raposa do Ártico muda a cor de sua pelagem. Na primavera e verão, ela tem uma pelagem escura, para combinar com a terra marrom em seu meio ambiente. No outono e inverno, ela vale-se de pêlos brancos, para combinar com a neve do meio ambiente.

    Penas e pêlos em animais são como cabelos e unhas dos humanos - são, na verdade, tecido morto. Estão presos ao animal, mas como não estão vivos, o animal não pode fazer nada para alterar sua composição. Conseqüentemente, um pássaro ou um mamífero tem que produzir uma pelagem ou penas completamente novas para mudar de cor. Em muitos répteis, anfíbios e peixes, por outro lado, a coloração é determinada por biocromos em células vivas. Os biocromos podem estar em células na superfície da pele ou em células em níveis mais profundos. Estas células em níveis mais profundos são chamadas de cromatóforos.


    Foto cedida por David Parks
    Chamaeleo pardalis, uma espécie de camaleão encontrada nas florestas de Madagascar. Os camaleões podem produzir uma grande variedade de cores e padrões em sua pele, mas eles fazem isso principalmente para expressar o humor, não para misturar-se em diferentes ambientes.

    Alguns animais, assim como várias espécies de cartilagens de sépias (molusco da classe celafopoda - a mesma de lulas e polvos), podem manipular seus cromatóforos para a troca total da cor de sua pele. Estes animais possuem uma coleção de cromatóforos e cada um deles contém um pigmento singular. Um cromatóforo simples pode estar envolto por um músculo que pode contrair ou expandir. Quando o músculo da sépia se constringe, todos os pigmentos são empurrados para a parte superior do cromatóforo. No topo, a célula fica achatada dentro de um disco largo. Quando o músculo relaxa, a célula retorna ao seu formato natural de um pequeno pingo. Este pingo é muito difícil de ser visto porque a parte larga do disco constringe a célula. Constringindo os cromatóforos com um determinado pigmento e relaxando todos os outros com outros pigmentos, o animal pode trocar toda a cor do seu corpo.
    Sépias, com essa habilidade, pode gerar uma ampla gama de cores e muitos desenhos interessantes. Por perceber a cor de um fundo e constringindo certa combinação de cromatóforos, o animal pode misturar-se a todos os tipos de meio ambiente. As sépias também podem usar esta habilidade para comunicarem-se. O camaleão, por exemplo, altera a coloração de sua pele usando um mecanismo similar, mas não para se camuflar. Camaleões tendem a trocar a cor de sua pele quando o humor deles muda, não quando se movem para meio ambientes diferentes.
    Na verdade, algumas espécies de animais trocam os pigmentos que existem em sua pele. Nudibranches (uma pequena criatura marinha) troca sua coloração por alterar sua dieta. Quando um nudibranche alimenta-se de um tipo específico de coral, seu corpo deposita os pigmentos deste coral na pele e extensões externas do intestino. Os pigmentos aparecem, e o animal torna-se da mesma cor que o coral. Como o coral não é só a comida da criatura, é também seu habitat, a coloração é a camuflagem perfeita. Quando a criatura se move para um coral de cores diferentes as do anterior, seu corpo troca de cor com a nova fonte de comida. Similarmente, algumas espécies de parasitas, assumem a cor de seu hospedeiro, que também é a sua casa.
    Muitas espécies de peixe gradualmente produzem diferentes pigmentos sem mudar sua dieta. Isto funciona mais ou menos como troca de pelagem sazonal em mamíferos e pássaros. Quando o peixe troca de meio ambiente, ele recebe sinais visuais de um novo modelo de ambiente. Baseado no seu estímulo, estas espécies começam a liberar hormônios que mudam a maneira de seu corpo produzir pigmentos. Com o tempo, a coloração dos peixes muda para combinar com seu novo meio ambiente.

    fonte How stuff works