quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Nova especie de Nephila



Uma nova espécie rara de aranha gigante que produz teias orbiculares de até um metro de diâmetro foi descoberta na África do Sul e Madagáscar. Em estudo publicado na revista científica PloS One, os pesquisadores anunciaram a descoberta da espécie Nephila komaci. Apenas as fêmeas são consideradas gigantes, com corpo de 3,8 centímetros e diâmetro entre as pernas de até 12 centímetros de tamanho. O macho é considerado pequeno, com tamanho até 80% menor. A teia pode chegar a até um metro em diâmetro. As aranhas de teias orbiculares são um grupo abrangente de animais, conhecidos pela forma circular em que tecem a sua teia. A nova aranha foi identificada pelo biólogo esloveno Matjaz Kuntner, que trabalha na Academia Eslovena de Ciências e Artes, e por Jonathan Coddington, do museu de História Natural do Smithsonian Institution, em Washington. 'Muito incomum' Kuntner disse à BBC que a descoberta é "muito incomum", já que o gênero Nephila é muito estudado e era pouco provável que uma nova espécie fosse encontrada dentro do gênero. Ao se deparar com os animais gigantes, os cientistas não tinham certeza se eles eram de fato uma nova espécie, ou se eram apenas variações gigantes de outras espécies conhecidas. O primeiro espécime analisado pertencia a um colecionador em Pretória, na África do Sul. Ele foi analisado pela primeira vez em 2000. Ao pesquisar mais de 2,5 mil espécies em 37 museus, nenhuma aranha semelhante foi achada, e o pesquisador concluiu que ela estava extinta. Mas quando um colega achou outras três aranhas idênticas na África do Sul, o cientista concluiu que se tratava mesmo de uma nova espécie. A descoberta permitirá que cientistas estudem a diferença de tamanho entre as espécies do gênero Nephila. Kuntner acredita que, por pressões ligadas à evolução e à sobrevivência, as fêmeas sofreram de "gigantismo", para que elas pudessem produzir um número maior de crias e garantir a perpetuação da espécie. Os dois pesquisadores temem que a espécie possa estar perto da extinção. "A quantidade é restrita e os lugares onde as encontramos estão em dois ambientes de biodiversidade ameaçada: (na região sul-africana de) Maputaland e em Madagáscar", afirmou Coddington. A aranha foi batizada em homenagem a outro cientista amigo de Kuntner, Andrej Komac, que morreu em um acidente.
(Agradecimentos ao nosso amigo Baldonut.)
THERAFUCKDIE

Aranha que se clona!!!


Em artigo publicado na revista especializada Animal Behaviour, os biólogos Ling Tseng e I-Min Tso, da Universidade de Tunghai, afirmam ainda que este pode ser o primeiro exemplo de um animal capaz de construir uma réplica em tamanho natural de seu próprio corpo. Segundo eles, o comportamento da espécie, chamada Cyclosa mulmeinensis, também ajuda a esclarecer por que muitos aracnídeos gostam de decorar suas teias com ornamentos estranhos, como partes de plantas, dejetos e restos de presas e de ovos. Como esses detritos geralmente têm as mesmas cores das aranhas, os cientistas suspeitam que eles ajudem a camuflar a aranha. 'Iscas' Tseng e Tso observaram, em uma ilha na costa de Taiwan, que a Cyclosa mulmeinensis não apenas decorava sua teia, como também juntava os detritos para compor objetos de seu próprio tamanho. Segundo os cientistas, esses "dublês" atraíam os predadores - em geral, vespas - por também terem a mesma cor e a mesma maneira de refletir a luz que as verdadeiras aranhas.



"Nossos resultados mostram que esta espécie vulnerável de aranha se protege de ataques de predadores, construindo iscas que os atraem mais do que ela própria", escreveram os pesquisadores em seu artigo. Eles afirmam que em teias não decoradas, as vespas atacavam diretamente as aranhas. Mistério Há mais de cem anos, cientistas vêm tentando entender por que muitas espécies de aranhas decoram suas teias. Mas para Tso, não há uma só resposta.




"Creio que a função da decoração varia entre as espécies", disse o cientista à BBC, citando como exemplo as teias decoradas com seda, que têm por objetivo reforçar a trama e impedir que ela seja destruída. Outras teias são decoradas para atrair e deter presas. O disfarce é um recurso muito usado por vários animais. Alguns tentam evitar serem vistos usando a camuflagem para se "misturar" a seu habitat, como as mariposas. Outros, como as lagartixas, desenvolvem artefatos mais sofisticados, como o de conseguir se soltar se sua cauda por pega. Fonte: BBC Brasil



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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Pachistopelma rufonigrum



ocorre principalmente na restinga e caatinga áreas do norte da Bahia ao Rio Grande do Norte. Esta espécie representa uma exceção dentro Aviculariinae, sendo a única espécie que habita bromélias ao longo de todo o ciclo reprodutivo.





A Serra de Itabaiana está situado em uma área de transição entre o litoral de Sergipe e da Bahia "caatinga", no domínio da Mata Atlântica morfoclimáticos ea província fitogeográfica (Ab'Saber, 1967). Este estudo foi conduzido em uma área de areia branca, onde a vegetação é composta principalmente por plantas rasteiras, como Cactaceae, Bromeliaceae e Velloziaceae







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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Desconhecidas e já ameaçadas


Agência FAPESP – O Brasil tem a mais diversificada fauna de espécies de aranhas caranguejeiras, mas boa parte delas ainda não foi catalogada. Um novo estudo publicado na revista Zootaxa descreve duas novas espécies dessas aranhas: a Avicularia sooretama, coletada no Espírito Santo, e a Avicularia gamba, no sul da Bahia. Além disso, o estudo redescreveu a descrição da Avicularia diversipes, que havia sido feita originalmente em 1842.
Mas, para surpresa dos pesquisadores, a Avicularia diversipes e a Avicularia sooretama, embora ainda não estivessem descritas, já eram objeto de comercialização ilegal na Europa.
O objetivo do estudo foi revisar espécies importantes de aranhas caranguejeiras encontradas no bioma da Mata Atlântica. De acordo com um dos autores do artigo, Rogério Bertani, pesquisador do Instituto Butantan, vinculado à Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, existem poucos grupos no país pesquisando essas espécies, que são muito parecidas.
“Atualmente, a identificação de espécies de aranha caranguejeira é muito complicada, porque faltam trabalhos que revisem a literatura e comparem material recentemente coletado com espécies descritas há mais de 100 anos”, disse à Agência FAPES.
Bertani coordenou o projeto “Sistemática e zoogeografia de aranhas terafosideas neotropicias (Aranea, mygalomorphae, theraphosidae), conduzido com apoio da FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular e concluído este ano.
Segundo o pesquisador, as Avicularias são espécies arborícolas, ou seja, são encontradas principalmente em galhos e troncos de árvores, e são mais comuns na Amazônia. “Mas a Mata Atlântica tem uma fauna interessante e diversa que até agora foi pouco estudada”, disse.
O estudo constatou que a espécie Avicularia diversipes , descrita em 1842, tem uma distribuição geográfica restrita ao sul da Bahia. A A. diversipes era conhecida até então, segundo Bertani, por dois exemplares que estão no Museu de Berlim, na Alemanha, em mau estado de conservação depois de 150 anos.
“Havia apenas dois ou três parágrafos de uma descrição que não permitia identificar o animal. A genitália que é usada na identificação não foi ilustrada porque então não se dava importância para isso. Na época, não se tinha uma dimensão da quantidade de espécies que existiam”, explicou.
Segundo Bertani, detalhes como esse precisam ser incluídos na descrição para que os animais possam ser diferenciados. “Refizemos a descrição acrescentando novas características, incluindo aspectos internos como genitálias. Descrevemos também o macho, que não era conhecido e apresentamos a distribuição geográfica dessa espécie, mostrando que sua presença se dá em uma área bastante limitada”, disse.
A A. diversipes, segundo o pesquisador, espalha-se por uma faixa de cerca de 60 quilômetros por uma extensão de aproximadamente 250 quilômetros, desde Elísio Medrato (BA) até Jussari (BA).
O artigo publicado na Zootaxa é de autoria de Bertani e Caroline Sayuri Fukushima, que faz o doutorado no Butantan com orientação de Paulo Nogueira-Neto, professor emérito da Universidade de São Paulo, co-orientação de Bertani, e apoio da FAPESP na modalidade Bolsa de Doutorado.
Comércio ilegal A Avicularia sooretama tem seu nome derivado da Reserva Biológica de Sooretama, no extremo norte capixaba. Segundo o estudo, essa espécie ocupa uma faixa de cerca de 100 quilômetros de largura, estendendo-se por áreas florestais que vão de Una, no sul da Bahia, até Itatiaia, no sul do Rio de Janeiro – localidades que estão afastadas por cerca de mil quilômetros.
A terceira espécie descoberta, a Avicularia gamba, de acordo com Bertani, não tem registros em nenhum outro lugar além do sul da Bahia. Mas para surpresa dos pesquisadores, as espécies raras ou ainda desconhecidas pela ciência já são comercializadas ilegalmente.
“Levamos um susto, porque enquanto estávamos escrevendo o artigo recebemos um e-mail com fotos que comprovavam a existência do comércio desses animais na Europa”, disse.
Segundo ele, ao fazer um mapeamento na internet, o grupo conseguiu datar a entrada dessas espécies na Europa. “Começaram a ser levadas para lá mais ou menos no fim de 2006 ou início do ano seguinte. Em 2008, o comércio da Avicularia diversipes já estava espalhado por oito países da Europa”, afirmou.
“O mais assustador é que se trata de uma espécie encontrada em uma região restrita e eles não apenas tiveram acesso a ela, mas já puderam estabelecer um comércio de escala internacional, antes que pudéssemos terminar de redescrevê-la”, disse.
Com o estudo publicado, os pesquisadores pretendem apresentar aos órgãos de fiscalização ambiental proposta para que essas espécies passem a integrar listas de animais ameaçados. “Seriam as primeiras espécies de aranhas caranguejeiras do Brasil nessas listas”, disse.
Para ler o artigo Description of two new species of Avicularia Lamarck 1818 and redescription of Avicularia diversipes (C.L. Koch 1842) (Araneae, Theraphosidae, Aviculariinae) – three possibly threatened Brazilian species, de Rogério Bertani e Caroline Sayuri Fukushima
By Ofiodes

domingo, 11 de outubro de 2009

Cuidados com ooteca




boa tarde galera... infelizmente minha ooteca de gomesiana fungou... perdi quase tudo... poucos sobreviveram...










esses foram os sobreviventes:




Entao resolvi posta algumas dicas para cuidado com ooteca... para q vcs nao tenham essa mesma infelicidade...



Coloque a ooteca em um pote com papel toalha com tampa ventilada...
Coloque este pote que está com a ooteca em um 2º pote, também com tampa perfurada, e
este com aproximadamente 2cm de água, para manter a umidade.
Coloque os potes dentro de uma caixa(de sapato ou similar), com um termômetro para
controlar a temperatura, que pode ser elevada com uma lâmpada incandescente de 10wats,
com isso a temperatura fica em torno de 20º a 24º.
Em dias mais frios feche a tampa da caixa, em dias de frio mais ameno pode-se deixar a
tampa entre aberta.
Quando completar um mês da postura da ooteca, abra, com cuidado.
Se os ovos estiverem bem esféricos e amarelos estão normais!Caso encontre algum ovo,
preto, ou murcho, retire-o, pois este dificilmente irá nascer.
Aproximadamente 45 dias após a postura da ooteca começaram a eclodir os primeiros ovos
Aproximadamente 20 dias após terem nascido, fazem a primeira ecdise
Aproximadamente 40 dias após a primeira ecdise, fazem a segunda ecdise, nesta fase é
importante manter a umidade, e separá-las, pois em menos de uma semana após a segunda
ecdise, fazem a terceira ecdise, e então começam a se alimentar. Se ficarem juntas pode
ocorrer canibalismo
.
THERAFUCKDIE