terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Pachistopelma rufonigrum Pocock, 1901



E aí galera blz!!!? Tomara que sim rsrsrs!!! Bom, recentemente fui presenteado pelo brother Vini-christ com um belo exemplar de Pachistopelma rufonigrum. Valeu Brother.... AHB na veia, é noix dia 16!


Bom, voltando ao assunto, mesmo antes de possuir a sp já achava fascinante os hábitos de tal aranha, sua dependência pelas bromélias e suas adaptações morfológicas únicas em toda a família Theraphosidae! OBS:Também sou fã de bromélias. Bom vou mandar um Care Sheet sobre a sp, as informações são baseadas em trabalhos de Dias e Brescovitt e observações pessoais, espero que gostem e que venha a servir para ajudar na manutenção de quem possui a sp.


Pachistopelma rufonigrum Pocock, 1901

(sinonímias = Avicularia pulchra Mello-Leitão, 1933 / Avicularia recifiensis Strunchen & Brändle, 1996.)


O gênero Pachistopelma pertence à subfamília Aviculariinae, sendo composto por duas espécies Pachistopelma rufonigrum nativa do nordeste do Brasil e Pachistopelma concolor proveniente da Guiana (Dias; Brescovit, 2003). Atingem tamanho médio, 4 cm de corpo e aproximadamente 10 cm de comprimento total. Ocorre dimorfimso sexual, sendo os machos menores que as fêmeas.



Observa-se também nos machos a presença de cerdas urticantes do tipo II, essas cerdas são ausentes nas fêmeas (Bertani, 2002).


Vivem durante toda o ciclo de vida em bromélias, sobretudo as dos gêneros Aechmea e Hohenbergia, em visitas de campo realizadas por Dias e Brescovit (2003) as aranhas não foram encontradas em nenhuma outra planta que não fosse uma bromélia, sendo que a maior locomoção constatada em um individuo forrageando foi de 30 cm. Assim, os pesquisadores chegaram à conclusão que as mudanças morfológicas apresentadas pela espécie tais como o tubérculo ocular baixo e o corpo achatado indicam que P. rufonigrum evoluiu para viver apenas em bromélias.


A espécie apresenta mudanças ontogenéticas no seu padrão de coloração. Os lings após eclodirem dos ovos são azulados, com nuances metálicas. Os juvenis passam a possuir uma listra negra na região central do dorso do abdômen disposta no sentido vertical e três listras negras no dorso do abdômen dispostas horizontalmente. Os adultos são totalmente negros. Acredita-se que a diferença na coloração entre indivíduos de instares diferentes dentro de uma mesma espécie seja uma estratégia para se evitar a competição intraespecífica (Dias, 2003).




CARE SHEET.


O ling chegou com aproximadamente 2,5 cm, a principio o mantive em um recipiente cilíndrico de aproximadamente 10 cm de diâmetro, ficou nesse recipiente até realizar a primeira ecdise aqui em casa, após essa ecdise o individuo passou de 2,5 para aproximadamente 4,5 cm e sua coloração mudou. Nesse instar o transportei para um terrário apropriado com as dimensões de 20 cm de largura por 40 cm de comprimento e 50 cm de altura. Tentei manter o interior do recinto o mais fiel possível ao ambiente natural da espécie, logicamente fui obrigado a plantar uma bromélia do gênero Aechmea. Esse gênero é facilmente encontrado em floriculturas.



Fiquei com certo peso na consciência de não ter posto ela logo no principio em um ambiente com uma bromélia, já que esta espécie passa todo seu ciclo de vida na planta, e esse peso aumentou ainda mais quando a coloquei no terrário, pois pude testemunhar o qual adaptadas essas aranhas são as bromeliáceas.


Ao introduzi-la no terrário coloquei-a propositalmente um tanto quanto longe da bromélia, ela passeou por aproximadamente 40 minutos procurando algum lugar para tecer e construir sua toca, e só parou quando se deparou com a bromélia. Desde então não saiu nem um segundo da planta, estabeleceu sua toca entre as folhas que formam o reservatório central de água, teceu um emaranhado de teia e ficou naquela posição típica das Avicularinae, com os membros posteriores esticados para trás e os membros dianteiros esticados para frente.


Alimenta-la é relativamente simples, basta jogar o inseto no interior do reservatório que ela prontamente ataca..... e por sinal que ataque.... mesmo quando os insetos caem na água que fica alojada na bromélia ela consegue apanhar a presa, se o interior esta cheio ela mergulha suas quelíceras e palpos na água para apanhar o alimento. É voraz e raramente nega alimento.


A umidade mantenho baixa, já que se trata de um animal que habita áreas de restinga e caatinga, portanto, apenas molho as plantas borrifando pouca água de dois em dois dias, a iluminação do interior do terrário ajuda a manter o calor.



Até o momento tenho me divertindo muito observando a espécie, trata-se de uma aranha de hábitos muito atraentes, aquisição obrigatória para hobbistas que desejam observar comportamentos interesantes.


Quer saber mais?! Clica nos links abaixo!


Notes on the behavior of Pachistopelma rufonigrum Pocock (Araneae, Theraphosidae, Aviculariinae). Sidclay Calaça Dias; Antonio Domingos Brescovit.

http://www.scielo.br/pdf/rbzool/v20n1/v20n1a04.pdf


Color pattern changes in Pachistopelma rufonigrum Pocock (Araneae, Theraphosidae)

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-81752004000100025&script=sci_arttext


[chel.jpg]por Theraphosidae

3 comentários:

  1. Este é um contributo muito informativo. Sobre uma tarântula com adaptação extremamente ecológico para uma única planta.
    Continue, boa sorte!

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  2. Pessoal, boa noite. Meu nome é Cleber e não entendo nada de aracnídeos e por isso gostaria da ajuda de vocês, por favor. Encontrei pela manhã numa camisa que tinha deixado no cesto de roupas sujas na noite anterior uns 20 ovos cuidadosamente colocados em duas elipses concêntricas. Tenho um bebê em casa e estou com medo que possa ocorrer um acidente, principalmente com ele. Os ovos eram translúcidos, meio rosados e mediam cerca de 2 mm de diâmetro. Meu e-mail é cleberpintocoimbra@hotmail.com. Desde já agradeço, Cleber.

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