domingo, 30 de agosto de 2009

Sobre sexagem!

Bom e aí galera blz! to meio sumidão né!? Correria geral e alguns probleminhas pessoais! Mas resolvi dar uma rapida passadinha aqui no AHB para dar um alô!
Pegando um gancho no assunto que o camarada Roulents abordou resolvi postar aqui um texto que havia escrito a alguns meses atrás na amantes da aranhas!


COMO SEXAR UMA ARANHA?
A maioria dos novatos tem essa duvida, intão aqui vai um tutorial.....
Primeiro é necessário conhecer a morfologia e os órgãos sexuais das aranhas, os sexos são separados (dióicos) e com freqüência desiguais em formato e dimensão, as fêmeas geralmente são maiores que os machos.
Morfologia externa e interna:
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/aracnideos/imagens/aranha-3.jpg
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/aranhas/imagens/Aranhas9.jpg
http://www.unb.br/ib/zoo/aracnideos/Temas/Aranhas/Imagens/Morfo01.gif
http://www.geocities.com/apotecionegro/aranhaanato.jpg

MACHOS

Testículos: localizados embaixo do intestino ligam-se por um ducto eferente enrolado à vesícula seminal impar, que se dirige para a abertura genital.

Espinhos da Tíbia: auxiliam na corte, estimulando a fêmea, alem de encaixar os apêndices do macho aos da fêmea no abraço nupcial.

Bulbos copulares: presentes nos palpos são as estruturas que guardam o esperma ate que ele seja inserido na abertura genital da fêmea.

Epiandrous fusilae: situado a região ventral do macho logo após o pedicelo fica presente no prossoma, trata-se de uma região onde se encontram reunidas pequeninas cerdas como se formassem uma espécie de tufo de “pelos” que auxiliam o macho a construir a teia espermática.


FÊMEAS

Vagina: abre-se para o exterior na abertura genital feminina, situada na região ventral anterior do abdômen.

1 par de ovários: cada um ligado a um oviduto ligado à vagina. são grandes e ocos ,
Unido a dois receptáculos seminais laterais ou espermatecas

Ovidutos: canais de transporte abrem-se na vagina onde estão ligados também 2 receptáculos seminais.

Espermateca ou receptáculos seminais: A espermateca situa-se dorsalmente em relação ao útero, entre a região onde está a marca dos pulmões foliares na exúvia, são as “caixas” que guardam o esperma.

Bursa copulatrix: trata-se de um canal lateral a vagina anteriormente chamado de receptáculo seminal, Ao contrario do receptáculo seu papel é o inverso, em vez de receber o espermatozóide a Bursa copulatrix recebe o espermatozóide e o digere através da ação de enzimas, onde de contrapartida o espermatóforo é usado para transportar o esperma e protegê-lo ate o oviduto. Dessa forma o espermatóforo por movimentos peristálticos empurra os espermatozóides em direção a bursa que digere os espermatozóides.
É estranho pensar em um aparato de reprodução o qual destrua os espermatozóides, depois de horas e horas de gasto energético do macho no esforço de acasalamento e no gasto energético de ambos os sexos... mas se pararmos para pensar a razão pela qual essa estrutura do aparelho sexual age destruindo uma porcentagem dos espermatozóides é obvia... Na verdade restarão apenas os mais fortes e mais aptos a sobrevivência, selecionando assim bons alelos para o futuro, os espermatozóides geneticamente fracos irão perecer.

DENTRE TODOS ESSES ÓRGÃOS DOS APARELHOS REPRODUTORES FEMININO E MASCULINO, OS ÓRGÃOS VISÍVEIS PARA A SEXAGEM SÃO:

OBSERVAR

Nos machos:

Bulbos copulares nos pedipalpos.
Presença de Epiandrous fusilae.
Espinhos da tíbia no primeiro par de patas.

Nas fêmeas.

Presença de espermateca na Exúvia.
Ausência de Epiandrous Fusilae.
Ausência de espinhos na Tíbia (em algumas espécies os espinhos são ausentes nos machos; ex:
T. blondi).

Tamanho (lembrando que as fêmeas são maiores que os machos, mas o tamanho deve ser levado em conta com a fisiologia da espécie, por exemplo uma Lasiodora de 20 cm sem espinhos, Epiandrous e bulbos pode ser considerada uma fêmea, mesmo sem a constatação da espermateca na exúvia, no entanto uma Lasiodora com 10 cm não podemos determinar o sexo sem a observação da presença de espermateca na exúvia ou Epiandrous na região ventral externa, podendo portanto se tratar de um macho não maduro sexualmente).

A presença de espermateca costuma aparecer bem cedo na maioria das espécies, por volta da 8 ecdise, MAS VARIA MUITO DE SP PARA SP. ( dados que observei aqui).

By Theraphosidae!

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